A Maldição do Tigre (Tiger’s Curse) – De Colleen Houck

Primeiramente, gostaria de dizer-lhes: Bem vindos.

Este é meu primeiro material de literatura na internet, e este blog ainda não está finalizado (vou achar o tema certo, garanto-lhes.)

Antes de continuar sobre o assunto principal, que sequer foi iniciado, gostaria de dizer algumas considerações sobre este site. Primeiro, isto aqui é um site de Análises de Livros, feito por um homem. Não é uma mulher, não é uma menina, nem um adolescente, significa que, pra muitos livros, como este citado, eu não vou “endeusar” nada, e vou vestir minha capa da “Idade necessária” para, ler certos livros. Todos sabemos que livros tem um público alvo, e eu basicamente uso uma máscara deste grupo chave para então, começar a ler.

A Maldição do Tigre, de Colleen Houck.

Imagem retirada do Blog:  delivroemlivro.com.br e o link da Resenha de Mila Ferreira segue: http://www.delivroemlivro.com.br/2013/10/resenha-162-maldicao-do-tigre-vol-1-de.html

Imagem retirada do Blog: delivroemlivro.com.br e o link da Resenha de Mila Ferreira segue: http://www.delivroemlivro.com.br/2013/10/resenha-162-maldicao-do-tigre-vol-1-de.html

 

(Acima outra resenha do livro, muito interessante também).

 

A capa –

O termo “Não Julgue um Livro pela Capa” é algo equivocado em minha opinião. Aprendemos que o Marketing inicial é importante, e é a imagem que vai vender o seu produto, a propaganda, e a beleza da mesma. E a Maldição do Tigre me conquistou inicialmente, pela sua capa, eu amo tigres, eu amo azul e eu amo os efeitos da Capa. O motivo da imagem inicial, ter sido “pega emprestada” (e eu peço à Milla Ferreira que se estiver lendo este texto, que me perdoe por isto, qualquer coisa basta apenas pedir que eu removo sua imagem da resenha) é por que ela exibe toda a beleza possível do livro em uma capa. Não há o que reclamar desta, a arte, o relevo, e os efeitos. As versões americanas, contém capa dura e uma Luva, enquanto a brasileira infelizmente, é de brochura. Existe uma diferença sutil na capa da edição normal, e edição econômica deste livro, e basicamente é a impressão simples e chapada, sem nenhum dos efeitos, além de não ter as orelhas internas e um recorte mal feito.

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Diagramação, Corpo –

A diagramação do livro: Nós temos novamente, duas edições deste livro, e vou falar de ambas. A edição comum, tem cerca de 344 páginas, mais algumas extras em minha edição para uma prévia do primeiro capítulo do segundo livro. A fonte é Times, o espaçamento não é duplo, mas é bom, o tamanho da fonte provavelmente entre 11 e 12, e justificado.  Os capítulos ao terminarem, finalizam a folha em questão com um espaço, e iniciam o próximo no topo da folha seguinte. Já a versão econômica tem um tamanho menor ao do livro em questão, e contém letras em tamanho 9 ou 8 Times, e não me lembro de parecer justificado, por favor alguém diga algo nos comentários. Ao fim de um capítulo, é pulado-se duas linhas, e o próximo já se inicia na mesma página, e o espaçamento entre as palavras é bem menor, tudo fica miúdo de se ler. Como crítica a esta versão econômica, Maze Runner em sua versão de Box, não poupa espaço entre fontes, tamanho da mesma, e nem folhas quando precisa pular um capítulo: Ponto negativo para a Editora Arqueiro.

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História –

E aqui, vem a parte que aparentemente nenhuma pessoa que tenha feito vídeos ou textos na internet tenha feito direito. Uma explicação razoável da história sem me contar, o que acontecia.

O livro nos trás a protagonista Kelsey, uma garota de dezessete anos que terminou o ensino médio, e está a procura de um emprego de verão. Kelsey é uma garota jovial, que tem uma auto estima pouco baixa devido a perda de seus pais, graças a isso ela se abre pouco para “encaixar” pessoas em locais especiais do seu coração. Kelsey consegue um emprego de uma semana em um Circo, onde um de seus trabalhos é cuidar da principal atração – O Tigre Branco -. Durante uma apresentação, ela conhece o seu novo felino de cuidados, e se vê presa pelo olhar penetrante da fera, seus olhos azul cobalto vivos chamam-lhe a atenção, e seu cheiro de sândalo a deixam hipnotizada pelo tigre que, inconscientemente a faz desejar que ele seja Livre.

Análise da História –

Aqui temos um tema muito incomum, a autora nos dá um mundo atual no Oregon, e nos oferece um leque de possibilidades, Kelsey vai trabalhar em um circo, e um de seus trabalhos é cuidar do Tigre branco. O Tema foi bem explorado nessa história, e o Romance prometido (e muito bem evidenciado na capa, o que pode as vezes afastar leitores masculinos) se entrelaça bem com a Aventura iminente. Não é só mais uma história inspirada em Crepúsculo, A Maldição do Tigre superou e com maestria aquele a qual Colleen Houck disse ter se tornado o Motivo de sua obra. A história tem seus autos e baixos, e ela tem um começo raso, um meio interessante e um final admirável.

Nota do Livro – 8,5

—-Sessão Spoilers —-

Se aprendi alguma coisa esses anos, é que eu não escrevo bem. Mas eu entendo que, saber não dar Spoiler para quem ainda não leu é essencial, parte disso, é manter a história, e suas características mais íntimas e detalhadas, escondidas sobre cortinas. Atrás dessas cortinas brancas, estão todo o conteúdo do qual podemos nos orgulhar de dizer.  Ninguém gosta de escrever uma análise, sem dar seu ponto de vista, sem falar coisas que odiaram e amaram no livro. Mas, nenhum leitor gosta de ler três linhas, e já saber tudo sobre o Livro. Deixemos os leitores que, aqui ficam, para desfrutar do livro, e sigam comigo apenas aqueles que desejam verificar se minhas opiniões pessoais do livro são ou não, iguais as de vocês.

A protagonista –

Kelsey é uma protagonista interessante. Colleen Houck assumiu que o seu livro foi inspirado pela falta que Crepúsculo causou em sua vida, quando ela terminou o livro “Eclipse” da Stephanie Mayer. E eu, fiquei com medo de que a protagonista fosse uma cópia da Bella Swan. Nós podemos ler em Kelsey, que ela herdou de Bella alguns problemas, como falta de auto estima ponderando apenas ter um belo sorriso, e sua mania de morder os lábios. A forma como ela age com seu príncipe encantado é igual ou semelhante a Bella até o capítulo 20 do livro. Porém, Kelsey não é a Bella, ela é corajosa (em minha opinião, se fosse na vida real, seria estúpida), e ela não tropeça a cada vinte passos, não estamos falando de uma donzela indefesa, mas sim de uma garota de 17 anos que, está vivenciando o início do amor, e se arriscando por quem, embora ame, tem medo de se aproximar. Esse medo da protagonista só evidenciado ao fim do livro, foi o que me fez gostar dela. Vejam bem, Kelsey começa sem sal, sem vida, uma protagonista rasa e sem foco, que adora poesia, e que estupidamente enfia mão em jaulas de Tigres, como se isso fosse comum. Quando ela se apaixona pelo Ren, ela é extremamente Bella, vendo mil e um atributos a ele, e nenhum nela mesma. Ainda assim, é uma protagonista que cresce durante o livro, e senti que seu crescimento no fim dele foi muito, muito bom. Eu gostei como ela é decidida, forte e voraz! Diferente da Bella que, não consegue ficar dois dias sem um macho por perto que chora toda hora. (E Lua nova que o diga).

Aliás, um dos pontos que me chatearam na personalidade da garota foi que ou a autora não queria enrolar aqui, ou que ela estava sem idéias mas, no momento em que Kelsey recebe a proposta de ir à Índia, não só fica pouco tempo confusa, como toda sua família rapidamente dizem para ela ir, como se eles não quisessem ela por perto. Tudo corre muito favorável à viagem, mesmo Kelsey fica pouco tempo pensando sobre o assunto! Sabe, o Sr Kadam poderia ser por exemplo, um estuprador, vendedor de mocinhas para o mercado negro, etc… Então, esse lado louco e pouco lógico dela me deixou pensando: “Quantas pessoas acham que isso de fato, poderia acontecer?” e aí me lembrei que é apenas um livro, e ignorei essa parte.

Dhiren e Kishan – Os Tigres.

Os tigres são o que te faz ficar na história por ao menos 12 capítulos, e eu to falando isso de um ponto masculino, então não é associado ao lado Homem deles, mas sim ao seu lado animal, principalmente nos capítulos em que o Tigre Branco é só isso, um tigre bonzinho de mais. Você sabe que vai ter romance ali, paixão, e quer descobrir como isso vai se desenvolver. O Fato de eles se transformarem em homem, novamente me remeteu a crepúsculo, com Jacob virando lobo. (Sim eu li os livros quando eu era mais jovem, eu posso falar bem ou mal.) Isso me decepciona, como opinião pessoal, crepúsculo pra mim, seria um livro melhor sem o “sobrenatural” fracassado que foi, embora muita gente solta sangue pela boca se ofender a história destes livros. De qualquer forma, eu queria que a protagonista se apaixonasse pelo lado misterioso do tigre, que ela conseguisse se comunicar com ele de alguma forma que, não fosse ele virando nitidamente um humano. Mas, com o tempo me acostumei com o fato e prossegui. O fato de terem um tempo tão limitado, foi interessante ao menos. Kishan é uma cópia do Jacob, provocador, forte, e todo aquele drama de mulher que deseja o homem perfeito, Dhiren é uma cópia do Edward, só que mais direto, infantil as vezes, carente em parte e muito, muito irritante quando quer. Então, em questão de personalidade, Dhiren é mais interessante (até por que vemos mais dele do que de Kishan nessa história). Por fim, a adição dos tigres foi interessante de sua forma, e pra mim satisfatória.

O Conceito do livro –

O livro fala da maldição de dois tigres. Ele apresenta isso logo no seu nome, e seu inicio deixa isso claro. Quando no corpo de Kelsey, você pensa que vai vivenciar um livro ruim, que aquilo vai ser mais do mesmo, e romance de mais, pra mim como homem, estraga muito. Não procuro pelo impossível, mas eu também aceito que o amor existe de ambos os lados. Kelsey vai para a Índia, e eu tenho que dizer, o livro se mostrou incrível a partir daí. O livro não te trás só um romance bobo e imbecil, ele te trás conteúdo e cultura, ele te trás informações reais de uma cultura da qual você sequer teria se importado em conhecer se não tivesse lido o livro. Ao conhecer os detalhes da Maldição, a protagonista não amarela, e mesmo cheia dos medos, raramente ela reclama de ter se metido em encrenca, evidentemente ela demonstra amor pelos tigres sem perceber. Em seu subconsciente, ela acredita que o amor que sente por Dhiren é um amor de amigo, mas ela percebe que isso pode se quebrar com facilidade quando o lado homem do tigre, se interessa por ela. E, embora ela se considere sem sal, ela demonstra muito durante o decorrer do livro, e não dá pra imagina-la feia, apenas… Normal. Suas feições nunca são extremamente detalhadas no livro. Então, o que temos? Romance, Aventura, Lendas, Mitos, uma cultura inteira pra explorar. Sim, é um livro que mesmo pouco, te acrescenta algo além de ilusões de amor eterno garotas. (Eba!).

Conclusões –

Colleen Houck fez um trabalho incrível no que diz respeito a ambientação e plano de fundo, ela em nenhum momento pegou uma lenda antiga, e destruiu com ela, ela bolou a história bem, embora eu acredito que uma linguagem mais madura seria mais interessante para o livro dela, muitas vezes o livro se perde, e pula conceitos importantes que poderiam ser explorados, como os capítulos de partida para Kishkindha, que poderiam cada um de seus desafios, ter um capítulo único. Quem acha que uma dramatização interessante na caverna das ilusões não seria digno? Quem não acredita que uma batalha cheia de descrições e coragens de Ren contra as árvores de espinhos não seria incrível? As visões são limitadas por causa da protagonista, mas mesmo a visão dela, poderia ser mais apurada, mais detalhada nesses momentos. Os momentos tensos são legais, e as brigas em meio a corridas são hilárias. O drama aparece mas não te faz sentir-se enjoado, e o jeito que o livro termina, me fez admirar a protagonista que, demonstrou maturidade, e conhecimento de si mesma. Afinal, se o homem perfeito realmente ama vocês garotas, ele não vai desistir de vocês depois do primeiro fora. E que fora continental Ren levou ao fim do livro, e no fundo, senti pena dele. Por fim a história terminou memorável. Eu gostei, e você? Não vou citar tudo aqui, mas devo admitir que as partes que mais me deixaram feliz de ler o livro, foi seu final. Um livro que começa raso e sem conteúdo, mas que mostra com o tempo, seu potencial. Isso foi minha opinião. Baseado em quê? Maze Runner, por exemplo, que pra mim foi a trilogia perfeita até o momento, ou O chamado do Cuco, que, por causa deste, me fez não gostar muito da Colleen no começo do livro, já que, não dá pra comparar né?

Por fim, e agora sim o resumo do que achei do livro: Colleen mostrou-se eficaz, embora começou muito lentamente e sem graça, fez com que as coisas desabrochassem de forma incrível, deu pouca atenção a alguns pontos, resumiu muito outros, e perdeu pontos chaves com muita facilidade, mas fez um ótimo trabalho. Este livro foi feito inspirado em Crepúsculo, mas nunca chegou a ser uma cópia dele, e prova que mesmo uma árvore feia, pode futuramente nos dar um belo fruto suculento, embora sua maioria seja podre (cinquenta tons de cinza que o diga). Kelsey a protagonista sem sal igual a Bella, logo se mostra louca e corajosa (sim, louca) e os Tigres, logo se mostram diferentes do Edward, embora Kishan lembre extremamente o Jacob de Crepúsculo. O livro se tornou um dos meus prediletos, mesmo em meus 22 anos de idade, onde pra mim Crepúsculo ficou no passado, e nunca me acrescentou nada, hoje ao menos, eu sei que Durga é uma Deusa de oito braços que tinha um Tigre de estimação e fez honoráveis atos pela índia. Um livro que te acrescenta vagamente na sua cultura, que não destrói princípios e crenças como Crepúsculo fez, e com uma protagonista que tenha atitude e personalidade, diferente de 50 tons de cinza. Sim, pra mim, ele é o fruto dourado que nasceu da árvore podre que foi crepúsculo, o único, porém que me satisfez. (Garotas, eu li todos os Crepúsculos, na época gostei, mas chega uma época que você olha para trás e diz “é isso mesmo que eu gostei?”, e 50 tons… Vamos combinar né? Nem pela putaria aquele livro conseguiu me conquistar, quanto mais pelos personagens fracos, rasos e sem motivo algum a história toda). Bom, fico feliz em dizer que, embora não esteja perfeita, espero futuramente fazer resenhas mais interessantes à vocês. Segue a baixo a nota novamente, e o motivo dela.

Nota final:

8,5 – Motivo: Se a autora tivesse escrito com um olhar mais adulto pois a história merecia isso, e principalmente se ela tivesse dado mais detalhes em Kishkindha, o livro teria seu Dez. Vamos concordar, o livro teve 20 capítulos de pura enrolação, e dois de foco principal. Foi tudo rápido de mais, para tudo que havia sido lento de mais.

Emfim, espero que tenham gostado de minha análise. Eu pretendo corrigir o texto, por hora, vou deixa-lo sem muitas modificações e correções, peço-lhes perdão, para quem chegou aqui procurando sobre o livro, espero que tenham gostado.

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