TAG – Experiências Literárias – Mystery Boxes de Livros.

Olá, já faz muito tempo dês de a ultima vez que eu fiz alguma análise aqui, e hoje vou falar sobre um assunto extenso, então prepare-se.

Antes de falar SOBRE a TAG, eu vou explicar pra todos vocês o que são as Famosas Mystery Boxes e quais existem até o momento.

Já faz algum tempo que eu ouço falar das Mystery Boxes, e elas existem a um longo tempo nos Estados Unidos, a mais famosa ao meu ver é a Olw Crate, e se você puder pega-la, os livros americanos e ingleses tem as melhores edições. Essa pegada de caixas misteriosas só chegou no Brasil a alguns anos, mas está vindo com força.

Basicamente, você se cadastra em um site de literatura, e recebe mensalmente uma caixa surpresa. Na verdade isso pode ser qualquer site, de culinária, nerds, filmes, etc. Alguns exemplos de caixas que não são sobre literatura: Omelete Box, Nerd ao Cubo, etc. Nessas caixas PODE-Se vir algum livro, mas elas são completamente aleatórias e entregam à você coisas com relação aquele universo. Sendo assim, varia de gosto a gosto.

Mas a verdade é que se cadastrar como se fosse uma revista, nem sempre é algo bom ou lucrativo. Primeiro que o valor normalmente é entre 65 e 70 reais. Isso acontece por que dentro da caixa deve ter inserido os custos, e esse é o preço mais em conta pra todo mundo, certo? Sim e não. Veja bem, eu conheço até agora Três mystery boxes de livros brasileiras:

O Turista Literário – Esta caixa é customizada na cor laranja, na sua primeira inscrição você ganha um passaporte e todo livro virá com um selo, quando você ler este livro, você pega o selo e cola no passaporte. Esta é característica do Turista. Fora isso você recebe: Um Livro, marca páginas, brindes especiais.

http://www.turistaliterario.com.br/turistal

Wolf Crate – Esta caixa é toda preta com um lobinho muito fofo em azul quadradinho, é bonitinha. Dos três é o Kit mais simples, e o seu diferencial é que ela trás normalmente entre 2 a 3 marcadores simples (da própria wolf crate e livros), e uma figura de colecionador com uma arte especial que tem a ver com o livro. Essas figurinhas são colecionáveis e enumeradas. Até o momento já está na quinta se não me engano. A Wolf Crate é a mais nova caixa do momento. Do resto ela é Igual ao Turista – Vem o Livro e alguns brindes.

http://wolfcrate.com.br/wolfcrate

Tanto a Wolf Crate quanto o Turista te entregam os livros lacrados, os marcadores separados, algumas vem com papel de embrulho seda, outras vezes com alguns enfeites a mais. Mas no fim, ambas tem caixas personalizáveis e a pegada de ambas é: Se decida por uma, e fique com ela. Até por que, você está pagando 70 reais para receber um livro e vários brindes que as vezes não “Compensam” a caixa, entende? Veja bem, estamos no Brasil, não tem como investir muito e não tem como colocar muito sem ficar caro. Isso vale tanto para eles quanto para nós, compradores e além disso muitas vezes comprar kits de livros imensos na Saraiva ou Submarino sai mais barato.

Mas ainda assim, é uma experiência super interessante, os brindes nunca são iguais (Ou ao menos não DEVEM ser iguais. Se os brindes se repetem, bom eles começam a perder assinantes),  e é essa experiência única que te faz querer assinar essas caixinhas, certo? Sim. Porém, são as peculiaridades que essas caixas trazem que vai ou não segurar seus compradores, e eu acredito que elas são muito boas, eu incentivo a todos que puderem apoiar a Wolf Crate, e a Turista Literário, que o façam. Por que, esse tipo de serviço (variedade) é bom pra você, para mim, e para todo amante de livros. Isso faz com que as empresas novas surjam e as atuais se atualizem, e até melhorem no preço ou melhorem no conteúdo.

Mas e sobre a TAG? Por que você não falou sobre ela ainda? Não é este o título?

Bom, eu espero que vocês tenham compreendido o que é uma Mystery Box, mas vou resumir uma ultima vez caso não tenha ficado claro:

Uma Mystery Box de Literatura é uma caixa que vem com um conteúdo padrão porém aleatório, normalmente composta de um Livro e brindes. Todos esses são aleatórios mudando o conteúdo interno do item ou o próprio item.

Agora que apresentei para vocês sobre o Turista e a Wolf Crate, vamos ao assunto principal desse artigo.

TAG – Experiências Literárias.

Enquanto o Turista já existe a algum tempo (Não sei dizer quanto), e a Wolf Crate é uma novidade, a TAG existe dês de 2015 se não antes. Todos os sites não dizem quando o negócio começou e procurando por vídeos antigos, o que achei foi Janeiro de 2015.

A ideia da TAG era interessante, um clube literário com livros aleatórios. A Wolf Crate é simplesmente assim: Livros aleatórios. O Turista eu não sei informar mas na TAG o negócio é bem profissional. Todo mês um Curador, uma pessoa famosa no ramo da literatura, um jornalista um escritor brasileiro é escolhido, ele vai até a sua biblioteca pessoal e escolhe uma obra da qual ele gosta ou admira. Esse é o livro escolhido à dedo por mês, e esse livro é embrulhado.

A Tag contém os seguintes conteúdos dentro da caixa dês de que começou: Um livro, uma revista que aprofunda sua leitura sobre o livro, sobre o curador e sobre o próximo livro (Uma dica de qual será), um marcador personalizado do livro, uma proteção para o livro (que atualmente é um box, que eles chamam de luva) – e um brinde. Assim como todas as empresas, a TAG já se superou e já decepcionou. Chegou a enviar um copo lindo de acrílico personalizado por exemplo, e no mês seguinte um lápis e uma caderneta. Por isso que essas Caixinhas são duvidosas para muitos, e até o fim de 2016 foi assim. A TAG cria a luva/Box para o livro, normalmente em preto e branco em papel reciclado. É útil ter algo pra proteger seu livro, essas caixinhas são numeradas de 1 a 12 e você pode deixar todas juntas, afinal: Você vai querer ter um canto da TAG. No começo o diferencial da TAG era esse: Essa luva que envolvia o livro.

Todos que assinavam a TAG, faziam isso por amor, por gostar do que acontecia e para ter algo novo todo mês (Por que, quando você se prende ao seu gosto, não vê coisas novas).

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Como podem ver na imagem acima, as edições iniciais da Tag eram assim: Simples. Nessa em questão um saquinho com grãos de café veio de brinde, pra por na estante. O que é legal já que café em grãos é algo que você não encontra fácil porém, vale mesmo os 70 reais da assinatura? Pois é, esse foi um pesadelo que a Tag enfrentou por anos. A crítica dos usuários que desistiam, que compravam em um mês e saiam no próximo. Não tinha algo que deixava o livro único, a edição única, algo que te fizesse querer completar a coleção, por que assim como TODOS os Mystery Boxes, os livros são os mesmos que você compra na loja. Então, eu mesmo nunca vi vantagem.

Mas, 2016 chegou e a Tag começou a inovar.

tagComo pode-se ver na imagem acima, o livro comum ficava guardado em uma caixinha especial que eles faziam. O Diferencial da Tag.

Os Kits da Tag tinham um problema: Assim como o Turista ou a Wolf Crate, o diferencial era simplista de mais. O Turista até tinha um diferencial na caixa e no passaporte, mas era o suficiente manter as coisas como estavam?

A TAG então fez sua primeira mudança, não uma mudança direta e permanente, um teste: Ela lançou seu primeiro livro. Quando digo isso, quero dizer que ela conseguiu os direitos com a Editora e lançou em parceria uma edição “Da Tag” desses livros, a mais famosa é “O Vermelho e o Negro”.

01O Vermelho e o Negro.

Mas a caixinha de diferencial continuava igual ao resto. A Tag lançou outro livro depois nesse mesmo formato alguns meses depois intitulado “Vitória” de Joseph Conrad.

E foram sucesso total, esses livros marcaram a TAG, e a fizeram tomar a escolha certa para 2017.

2017 – TAG se torna autossuficiente.

A TAG é uma empresa bem elaborada, os funcionários são extremamente atenciosos, eles sempre te respondem com prontidão e isso é incrível. Em 2017 eles mudaram seu padrão e finalmente te deram o diferencial que você precisa, ou ao menos eu: Como leitor, eu gosto muito de me sentir exclusivo, os Livros.

p_20170227_064526A caixa.

A TAG continuou com a mesma abordagem, mas agora tudo é novo. O Livro é em edição Especial, com capa dura, a Luva/Box do livro é personalizada e elegante, toda colorida e com um material incrível, o Marcador de páginas é duro, laminado frente e verso (Acho que é esse o termo) não é aquela impressão brilhante sabe? É fosco, como eu disse em um papel duro, com uma resina para fazer o auto relevo.

p_20170227_064909Marcador com Resina de auto relevo e acabamento fosco e duro.

O Brinde continua vindo, e até agora – Fevereiro de 2017 – eles não decepcionaram. Em janeiro veio um calendário personalizado de mesa, com todos os leitores e editores famosos, mês por mês, com datas de nascimento de cada um deles.

p_20170227_064654Nova Luva/Box que protege o Livro.

O Livro em capa dura SEMPRE terá uma edição especial, que você só conseguirá pela TAG, sim a TAG agora edita as capas dos livros, trás traduções corrigidas e melhoradas dos mesmos, e até assinatura especial dos autores às vezes!

p_20170227_064829Carimbo do Livro.

O Acabamento do Livreto agora é prensado e não mais grampeado como no ano passado. Sendo assim, a TAG é a única Mystery Box em que você receberá em casa um livro que apenas terá se você assinar ela!

p_20170227_064807Capa do Livro.

Mas não se preocupe! Caso você tenha perdido o Kit do mês anterior, você sempre pode compra-lo no site pelo mesmo valor (ele é liberado no mês seguinte após o dia 8).

p_20170227_064835Folha de Guarda do Livro!

Então, o que eu posso dizer? A TAG evoluiu e se tornou ao meu ver, uma das melhores empresas de Mystery Box para Livros. Seu diferencial atual não se limita só ao Box/Luva especiais que agora são extremamente personalizados e tem vida própria. Mas todos os livros esse ano virão com uma padronização de tamanho, ou seja: Todos ficarão com o mesmo tamanho na prateleira (Mas não com a mesma largura, segundo um e-mail, foi-me explicado que o leitor as vezes se sente melhor recebendo um livro mais grosso ou outro mais fino. Então eles não padronizaram a largura do livro).

p_20170227_064753Visão Interna do Livreto que acompanha o Livro. Agora com um prensamento profissional e não um grampeamento simples como os antigos de 2016.

Todas as caixas serão coloridas (As luvas do Livro), todos os marcadores agora serão exclusivos dessa edição do livro. Quer coisa mais gostosa do que pagar por um serviço que realmente te dá algo personalizado, e não apenas um livro aleatório que você poderia comprar 10 vezes mais barato com uma lembrancinha boba?

p_20170227_064554O Box do mês de Fevereiro de 2017. Nele vieram: Um papel escrito à mão (reimpresso óbvio, mas muito bem posicionado) explicando os brindes, um livreto do conto “O Capote” de Nikolai Gógol, um Box personalizado com os temas Índia/Estados Unidos, um Livro em capa Dura de Jhumpa Lahiri – O Xará (Inclusive a frase do livro é usada na capa do site Turista Literário) autografado pela autora do livro e carimbado e um marca página exclusivo desta edição extremamente bem feito.

Conclusão:

A TAG pode não ter a caixinha mais personalizada, mas ela é bem dura o que impede amassos, sério não há necessidade de plástico bolha ai. A Submarino podia aprender com a TAG. Mas o conteúdo interno compensa completamente, e é referência para qualquer Mystery Box atual. Eu sou assinante da Tag, já recuperei meu livro de Janeiro.

E você? Qual gostou mais? Já viu vídeos no Youtube? Procure saber mais sobre esses kits e escolha o que mais gostar, apoie esses projetos maravilhosos!

Eu gosto da TAG por toda essa exclusividade e atenção no atendimento, mas isso é um gosto pessoal. Eu recomendo fortemente que vocês testem mas se for começar comece pela TAG, agora em 2017.

Eu vou deixar embaixo mais algumas imagens do Kit de Janeiro sobre outros ângulos para que vocês possam ver mais, mas essa análise acaba aqui!

Espero que eu tenha respondido algumas perguntas e tirado algumas dúvidas!

http://www.taglivros.com/

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O Destino do Tigre – Tiger’s Destiny

Tiger’s Destiny – O Destino do Tigre.

Por Colleen Houck

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"Tiger's Destiny é o ultimo livro da quadrilogia de Tiger's Curse ou a Saga do Tigre como ganhou
nome aqui no Brasil.  Uma emocionante história, que faz toda a monotonia do terceiro livro valer
a pena, e te trás uma sensação de profundo desespero e angústia, ao mesmo tempo que profunda ---
admiração pela história tão bem elaborada que a autora nos dá. Com o encerramento merecido, O --
Destino do Tigre vai te deixar com o coração na mão, lágrimas nos olhos, e por mais incrível que
pareça, vai te fazer ficar triste pela saga ter chego ao seu fim. Deslumbre este mundo criado -- 
por Colleen, e fique impressionado com as descobertas!"
                                                            Yekkusu S. Seiken / Yago I. Prado.

História

Kelsey foi capturada por Lokesh. A viagem pelos dragões até o sétimo pagode chegou ao fim, e agora três tesouros de Durga foram encontrados. Todos eles é claro, de posse da corajosa protagonista que, está agora nas mãos do homem mais perverso que já existiu na terra. Pronta pro perigo, segurando o medo, e preparando-se para as humilhações que Lokesh pode faze-la sofrer, Kelsey olha pela janela de seu “quarto” na mansão em que foi confinada, e pergunta-se se existe alguma esperança.  Enquanto isto, Kishan e Dhiren estão em busca de sua amada, prontos para enfrentar o perigo, e salva-la de seu cativeiro para que continuem em busca do ultimo presente para Durga! Mas será que serão capazes de concluir sua missão enquanto Kadam e Nilima estão desaparecidos? O que vai acontecer ao fim desta jornada para quebrar a maldição do Tigre?! E acima de tudo, como a maldição foi criada, e qual o verdadeiro objetivo de Lokesh? Dispostos a enfrentar seu próprio destino, esses três vão ter de estar mais unidos do que nunca, mais fortes do que nunca e terão de sacrificar muito pelo caminho. Até que todos os sacrifícios sejam feitos a jornada não vai terminar… Afinal, pode o amor destes três superar todos os limites impostos pelo seu destino?

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Análise do Livro (Sem Spoilers).

Este sem dúvida é o melhor livro da saga toda. Ele é divertido, ele é completo, e ele te tira uma venda dos olhos para todo o conteúdo que a autora criou para te dar uma vasta gama de conhecimento. O Livro é simplesmente magnífico, o PLOT da história bem feito, e o enredo final muito bom. Kelsey vai enfrentar seus medos, vai perder pessoas amadas, vai vivenciar a guerra contra Lokesh e descobrir qual será o seu destino! Tudo isso com base em que eles finalmente vão conhecer Durga, e entrega-la seus presentes na hora certa e no momento oportuno. Não há o que dizer sem dar Spoilers, apenas que, o livro ganhou a nota máxima, finalizou com maestria, e deixará você leitor triste e feliz por ter acabado. Eu mesmo fiquei um mês remoendo a história, lendo novamente algumas partes, enfim. Aconselho fortemente a leitura. Neste livro Kelsey mostra de fato que é Corajosa, que é capaz, e que ela também pode proteger além de ser protegida. Espero que se deleitem com a história, e por favor, quando terminar, volte na resenha, pra ler a análise a baixo, que nada mais é que um resumo rústico com minhas impressões pessoais do livro.

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Análise do Livro (Contém Spoilers).

De todos os livros da saga até o momento percebemos o objetivo de cada livro nessa história. A maldição do Tigre foi dividido em dois livros, onde somos introduzidos primeiramente a Dhiren, e o segundo livro O Resgate do Tigre (Tiger’s Quest) nos introduz ao segundo Tigre, Kishan. Enquanto esses dois livros servem apenas para introduzir dois irmãos e iniciar o triângulo amoroso que vai se seguir, o terceiro livro vem pra criar a atmosfera de amadurecimento de personagens. É aqui que conhecemos bem Kishan e Dhiren, também é aqui que procuramos nos envolver mais entre os três personagens, e é sem sombra de dúvidas o livro com maior conteúdo, missões e mais denso de todos. Ele é tão denso que me fez parar de lê-lo por algum tempo. Ainda assim, ele terminou de forma cruel e terrível, e causou em todos os que o leram um impacto tremendo. A sensação de que o quarto livro iria nos trazer todo o conteúdo final veio de forma tão frenética, que O Destino do Tigre me fez sentir como quando eu lia Maze Runner. Mil informações acontecendo ao mesmo tempo, de forma simples e direta. Este ultimo livro nos trás duas partes, mas eu posso em cada uma dessas partes separar em capítulos bruscos.

I – O Resgate de Kelsey.

Nessa parte vemos o que aconteceu com Kelsey, raptada por Lokesh, sofrendo humilhações, e tentando todos os dias adiar o inevitável, um casamento arranjado (o qual ela mesma arranjou para conseguir tempo) e um filho. Devemos notar que Kelsey ainda é Virgem na história, então a situação pra ela tá complicada. Quando o resgate acontece, ela descobre que o poder de Fogo que ela tem, na verdade é o poder do amuleto de Kishan, que dá a habilidade de controlar o Fogo. Enquanto não sabem nada sobre Kadam, Kishan e Ren quase destroem Lokesh, amarrando-o, e cremando-o com o amuleto. Então fogem com Kelsey.

II – O Ultimo Presente.

Ao chegar em casa, eles vão presenciar Kadam e Nilima aparecendo em um vórtice negro no meio da sala pavão. Ali, uma breve conversa acontece, e Kadam decide ir dormir. Nada é mencionado até então, e no dia seguinte, Kadam pede que se preparem para ir para o próximo templo. Ele já sabe onde ir, e o que fazer, e precisa que todos se arrumem de pressa, eles correm contra o tempo. Nesta parte, acontecem atos dramáticos no livro. Primeiro: A Deusa Durga aparece como uma humana, bonita e que luta contra Kishan. Ela lhes dá as armas necessárias para a missão (broches que viram armaduras e espadas, e para Kelsey, nada de útil). Depois disso, ela os manda diretamente para um dos portões necessários para irem ao seu destino, o qual não direi aqui pois não me lembro completamente. Neste momento, o segundo dos quatro sacrifícios acontecem, e Kadam revela o poder de seu amuleto. Ele cria um vórtice, e leva seja lá quem for para o cosmos, onde ele pode ver o futuro, o passado e o presente, e dali fazer as escolhas necessárias. Kadam diz que fez todas as escolhas, e aquele momento, era a única coisa que ele conseguiu encontrar como solução, e ele iria faze-lo pedindo para que quando Lokesh atacasse, que não interviessem. Kadam é morto por Lokesh, que quando toma seu amuleto, é enviado para outra dimensão.

A partir daí, Nilima chega de helicoptero, o enterro de Kadam acontece, e eles vão para o seu destino. Ao chegarem no portão necessário, e entrarem no mundo do Fogo, Kelsey descobre que seu amuleto a protege do fogo. O lugar todo é fogo, e isso inclui as árvores, e os inimigos a seguir. Aqui vamos ver o melhor da Kelsey, mostrando-se poderosa, e destemida, e usando de seus poderes.

Ren e Kishan também irão lutar contra Deuses do Fogo, enquanto Kelsey, vai oferecer o terceiro sacrifício à uma Fênix, e deixará seu corpo ser consumido pelas chamas puras.

Após todo o cenário, eles conseguem o chicote de fogo de Durga, e ao pedir que o Chicote os Leve ao seu Destino, como Kadam informou, todos pulam no círculo, e antes que os Deuses de Fogo conseguissem contra-atacar eles escapam.

III – O Nascimento de Durga.

Aqui acontece a parte final do Livro, que é ironicamente, metade do livro!! Aqui eles voltam no tempo, até mais ou menos duzentos anos após Cristo, onde se encontram em meio à Guerra. Neste mundo, os Tigres não conseguem sair da forma humana e, eles são emboscados. Quando se dão conta, estão em uma tenda com uma poderosa amazona, que é idêntica à Durga.

Neste momento, eles descobrem que este foi o tempo em que Lokesh foi enviado por Kadam, e que Lokesh agora é um demônio. Kelsey explica que quando pegou o Chicote, ela entrou em contato com Lokesh, mas desta vez foi real. Ele quase a matou na visão, e seu corpo foi ferido no local real. Então, depois de uma amizade conturbada, Kishan, Ren e Kelsey se aliam a misteriosa mulher, e começam a ajuda-la na guerra.

Muita coisa acontece a partir daqui, e a ação perde um pouco do foco para um pouco do drama sentimental da Protagonista. Eles começam a usar os presentes para ajudar discretamente o acampamento na guerra, e eventualmente a amazona acaba por ter todos os pertences de Durga, decidindo se passar pela Deusa por já ser uma grande guerreira. Kelsey nesse momento se sente traída, perdendo tudo exceto o colar da Deusa que continua com ela e o talismã de Kishan. Quando ela descobre a guerra acontecendo contra Lokesh que se tornou um demônio, ela vê (ao ir contra a vontade dos soltados e contra a ordem de Kishan) como Lokesh possui influência sobre a amazona e como a guerra vai mal. Muitas vidas se perdem, e quando ela se encontra com eles, e discute com a Amazona, Phet chega e diz para se acalmarem. Enquanto Kelsey conhece Phet como um xamã da índia, a amazona porém, o vê como professor. E ai que a coisa fica realmente boa. Kelsey descobre que não só a Amazona mas ela também é Durga. Cada vez que encontrou Durga, ela o encontrou de uma forma diferente. Uma delas, era ela mesma vestida de Durga, a outra porém era a amazona e por aí vai. A conclusão da história é triste, pois o quarto sacrifício quem deve fazer é Kishan.  Mas resumidamente, e eu não quero resumir metade de um livro aqui, é que o final foi muito bom, e eu achei o livro incrível.

Se você leu até aqui, espero que tenha lido o livro, por que essa não é uma sessão para te dizer neutralmente o conteúdo interno do livro, eu praticamente resumi bem rusticamente a história toda. Mas se você o leu, espero que concorde comigo. Pois o Livro é muito bom, melhor que todos os outros. Cada segundo da história, da Morte de Kadam que é traumática, do sacrifício da Kelsey, do desespero dos Tigres, do ciumes, da criação da Durga que é uma pessoa irritante a certo nível, e das cabeças “masterminds” por trás da história. O desfecho! Eu francamente não tenho como dizer o quanto acho a história incrível, e o quanto as coisas que acontecem em alguns livros são reveladas neste de forma maravilhosa e majestosa. O conteúdo que eles deveriam receber depois que sua missão fosse concluída no terceiro livro, e mesmo as revelações das páginas finais, apenas cria uma imensa vontade de ler novamente os livros, desta vez sabendo de tudo, como um todo.

Meus parabéns a Colleen Houck.

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Por aqui finalizo essa resenha simples, essa parte final contendo apenas spoilers e spoilers, sem sentido francamente, vou deixa-lo com os livros que estou lendo sua porcentagem para futuras resenhas. (A porcentagem é o tanto que li do livro).

Jogos Vorazes                                         100%

Desperta ao Amanhecer                           50%

Na companhia das Estrelas                      15%

Em chamas                                               35%

Yekkusu Sekai Seiken.

Nascida à Meia Noite

Nascida a Meia-Noite (1)Nascida à Meia noite.

Por Yekkusu Sekai Seiken.

Kylie Galen é uma adolescente problemática. Sua avó faleceu, seus pais estão se divorciando, seu namoro terminou a pouco tempo e ela tem terrores noturnos que fazem sua mãe leva-la à uma psicóloga. Mas como se não bastasse, Kylie pode ver fantasmas.

Tudo ia péssimo, até que Kylie fecha seus dias com chave de ouro, e acaba em uma delegacia por estar em uma festa que contém bebida alcoólica e drogas. Tudo isso, mais algumas mentiras, fazem com que a Mãe de Kylie a leve para um acampamento, indicado pela sua psicóloga, cujo é destinado à adolescentes problemáticos.

Abandonada pelo pai, jogada em um local com pessoas hostis pela mãe,  ela vai descobrir que esses adolescentes não são apenas problemáticos.

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O Enredo

Kylie é uma garota de dezesseis anos, praticamente descobrindo a vida e é virgem. Aqui já pegamos o público alvo do livro: Adolescentes em sua maioria mulheres, garotas, que estão se descobrindo. Mas como é de praxe, nem todo livro apenas com romance atrai a todos, e aqui temos o sobrenatural. Não, não estamos falando de vampiros brilhantes ou de lobisomens que são apenas lobos grandes. O Sobrenatural aqui é modificado, mas também não é avacalhado, te dando uma história sólida e interessante. Todo mundo tem uma identidade, menos a protagonista. E essa busca vai te fazer querer entender mais o que ela é, de onde vem, e por quê está ali.

Como de se esperar, impulsos sexuais vão tomar conta dela, segredos do passado vão aparecer, romance vai acontecer, mas acima de uma garotinha tímida padrão cheia de defeitos que vemos todos os dias em histórias e mais histórias (Crepúsculo, e o lindíssimo “A Maldição do Tigre”, são livros em que as protagonistas acham outras mulheres sempre mais bonitas que elas), Kylie é sim bonita, modesta, corajosa, teimosa, ela é uma protagonista gostosa de acompanhar, embora no começo seja extremamente frágil por causa do turbilhão emocional pelo qual passa.

Enfim, o livro retrata sobre relações familiares, sobre sexo, sobre relacionamentos, sobre amizade, e envolve acima disso o sobrenatural dando uma pitada de sabor diferente, com uma protagonista ativa e interessante, cheia de garra e sem drama sobre sua própria aparência, o que é uma dádiva vindo dos outros livros que li focados no mesmo público. Por fim, se você busca sobrenatural está no livro certo, mas se você gosta de sobrenatural raiz, então deveria procurar outro livro: Não entenda mal, o livro é bom, mas ele vai apresentar o surreal de forma mais “condizente” com nossa realidade. Então esqueça conde drácula, mas posso garantir que a leitura vai ser agradável se você vestir sua jaqueta de leitor adolescente e ler bastante, por que mesmo histórias de público feminino, podem atrair o público masculino (Afinal, veja livros como Jogos Vorazes, que virou um filme magnífico que atrai homens e mulheres pro seu enredo. Dê sempre uma chance) sendo assim, a leitura é muito completa, e agradável.

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Considerações Pessoais.

Spoilers.

O livro em si é agradável. A história começa crua, mas com o tempo ela se torna muito boa. A protagonista não fica de graça ou cu doce não, se ela acha o carinha gostoso ela se sente atraída SIM, e se ela acha que passa do ponto ela para, sem mais nem menos, ela é decidida, e vamos combinar, quem não gosta de mulheres difíceis? Ainda assim, o livro tem todo um núcleo adolescente, então a visão da protagonista segue uma lógica ainda despreocupada, sem muito se aprofundar sobre as coisas, mas é divertido. A relação entre família, é muito interessante e o final do livro te deixa com gostinho de “preciso de mais”. Por fim a leitura é boa, e eu aconselho. Não tenho como me aprofundar sobre a história, é um livro de romance e sobrenatural muito bem moderno e gostoso de ler, mas ainda venho me recuperando do final de “O destino do Tigre” então não me impressionei muito com a história até agora. Fortemente recomendo, pra quem for ler o livro, espero que realmente tenha ajudado com a resenha. Abraços.

Resenhas a serem feita e progresso de seus livros.

Jogos Vorazes                         100%

O Destino do Tigre                  100%

Desperta ao Amanhecer          50%

Na companhia das estrelas      15%

Em Chamas (Hunger games)   35%

A Viagem do Tigre – Tiger’s Voyage

É aquela velha história: Um Review para homens que queiram ou não se aventurar em romance e aventura.  Então se for necessário uma visão mais feminina, aqui ainda não é o local ideal.

Perigo, Desolação e Escolhas. A eternidade é tempo demais para esperar pelo verdadeiro amor?

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A Viagem do Tigre – Tiger’s Voyage

Este livro já ganhou um ponto positivo no nome, não houve adaptação. Por que não era necessário assim como no segundo não era. Então vamos por partes.

História

 Kelsey Hayes parte novamente em uma aventura. Enquanto seu amado Ren, aparentemente perdeu as memórias contidas pela sua amada, Kelsey tem que lidar com um tigre branco cruel e frio, enquanto Kishan faz de tudo para ganhar o coração de sua amada. Uma nova missão se aproxima, e o terceiro presente para a Deusa Durga também, e com ele a revelação cruel dos desejos de Lokesh assumem forma e assombram os protagonistas. Envoltos sobre as águas místicas dos oceanos, eles buscam a ajuda dos cinco grande dragões para chegar ao sétimo pagode, lá encontrarão o terceiro presente, mas antes disso Kelsey vai enfrentar o que ela mais teme no mundo.

Análise:

A história é interessante, e o terceiro livro busca fazer o que o primeiro e o segundo não fizeram direito. Não entenda-me mal, mas o primeiro livro foi a introdução ao Tigre Branco, quanto o segundo uma introdução ao Tigre Negro. Ambos deveriam ser um único livro, se fosse uma Trilogia. Já este terceiro livro, é o mais grosso de todos, e tem como objetivo aprofundar os personagens, não deixa-los razos, te fazer odiar a protagonista, e levar a história à um ápice submarino. Ele tem função de te fazer compreender melhor a todos, e a te introduzir em um triângulo amoroso irritante, por parte da protagonista, que inssiste em negar que ela gosta de sofrer, só pode. Mas ela é corajosa, e como o objetivo do livro é aprofundar os personagens, o relacionamento, ele é mais longo e mais calmo em várias partes exatamente para cumprir esta função. De todos é o mais cansativo de se ler, mas é essencial para  a história que tem por vir.

Personagens:

Kelsey – A protagonista. Ela é descrita como bonita por todos os personagens, e é a personagem que se sente feia em todos os sentidos, é meio irritante, mas acontece, muitas mulheres são assim, tente desconsiderar isso.

Kishan – Ele é o ponto de descanso entre os personagens. Ele quem te faz sentir “Puta que pariu ao menos um sem frescura”. Ele é um homem direto, e ponto. Luta pelo que quer.

Dhiren – O Tigre Branco é o personagem que passa por fazes no livro, a de Rejeição e Rejeitado, se torna o Cristo que se crussifica  sempre, e gosta de ter um auto martírio.

Kadam – O personagem história do livro, é ele quem te faz falar ‘que legal essa lenda’.  Ele também serve de alívio pra história.

Publico alvo:

Para quem é o público deste livro:  Meninas, garotas entre 15 e 20 anos que sonham com um amor perfeito. Agora vamos deixar claro, que não é por isso que vamos descartar a lenda muito bem criada, pela autora. A maldição do Tigre, a Deusa Durga e todo o resto valem cada centavo  se desconsiderarmos as cenas de amor e romance, para quem odeia este gênero. Eu fui até o fim, e acabei gostando do desfecho deste terceiro livro.

Desfecho: (spoiler aletr)

Pule esta seção para a próxima se desejar.

O desfecho do livro foi, de fato interessante. Assim como o primeiro e o segundo, o terceiro não termina com pombinhos se abraçando, ele termina mau. E desta vez quem se fodeu foi a protagonista, sequestrada, dopada, e provavelmente futuramente abusada, Kelsey está perdida nas mãos de Lokesh. Kadam desaparece no fim do livro com Nilima, e os tigres perdem a sua donzela de vista.

O Desfecho foi magnífico neste ponto, ele termina com uma pontada de medo, de desespero, como se tudo fosse dar errado. Eu gostei disso.

Observando todo o livro, ele é um livro de aprofundamento de personagens e contexto, eles têm cinco missões até encontrar o terceiro presente à Durga, e cada missão pode levar algum tempo, em alguns casos, capítulos, tornando o livro de fato cheio de conteúdo. Ele tem um rítmo lento, e só não compete com As Cronicas de Gelo e fogo, por que o mesmo é mais lento ainda de se ler. Foi uma leitura que eu deixei de lado, algumas vezes, fui pra outro livro, voltei no tempo livre, por que ela cansou, então é um livro lento.

A história fechou legal aqui, e abre leque pro cenário final, e eu já posso adiantar: Vai ser incrível. Tudo o que os três livros te deram precáriamente, o ultimo vai te dar com êxito, isso eu garanto.

NOTA:

O Livro ganha uma nota 8.

O motivo é simples, ele é um livro cansativo, pra aprofundamento, pra você compreender, e desenvolver a história. Então, é aquele livro mais cansativo, que tá te levando do início incrível para o fim definitivo dos personagens. É um livro bom, é engraçado, mas é lento, é uma leitura calma.

Resenha de o Destino do Tigre será feita em breve, ainda estou digerindo os eventos finais da história. Só posso dizer, que o ultimo livro é o melhor de todos os quatro.

O Resgate do Tigre – Tiger’s Quest.

Boa tarde a todos, vamos a mais uma resenha?

A série do Tigre, tem potencial para se tornar uma Série tão adequada quanto outras, ela nasceu da Saga crepúsculo, porém se desenvolve de forma lindamente melhor, com formas e culturas abrangentes, nos dando muito mais apelo ao ler o livro.

O Resgate do Tigre, é um livro de Revira Voltas, ele é mais intenso, tem mais ação, e um inimigo finalmente aparece nesta obra. Então, tem muito que falar.

O livro:

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De capa Vermelha, brilhante e com um Tigre negro na capa, com duas orelhas, um livro mole, fácil de folhear, com uma gramatura muito boa e espaçada, fonte em tamanho adequado, e impecável. Talvez o único pecado seja o meio de transporte, e os funcionários do Submarino que teimam em por ar em cima ou embaixo do livro, mas nunca nos dois lados (nos quatro se fosse ver era necessário), e o livro sempre chega amassado.

O Nome Original Tiger’s Quest, refere-se à Tarefa do Tigre mencionada por um personagem chave ao meio do livro, e tem muito a ver com sei lá, 85% do livro. O Resgate do Tigre tem tudo a ver com um resgate que acontece em UM capítulo do livro. Tem a ver sei lá, com 0,5% do conteúdo do livro apenas, e esse é um dos casos que uma Tradução Literal do nome ou, uma Tradução Adequada seria melhor do que uma Adaptação ao nome, ponto negativo à Editora ou a Tradutora, não sei quem escolhe o nome final do Livro.  Todo em Alto Relevo, o que diferencia a Versão Brasileira da Americana, é que a Americana tem Capa Dura, e uma Luva Digníssima de orgulho. Ainda assim, é uma das capas mais Lindas que poderiam existir, fico feliz que tenha sido a Arqueiro, e não a Rocco que pegou esse livro pra editar.

A história:

Kelsey, após uma quebra de laços com Dhiren, volta ao Oregon e começa sua nova vida na faculdade. Aulas, e três rapazes novos a ajudam a esquecer do passado, e quando ela quase, consegue esquecer, ele volta com grande olhos azuis cobalto, vivos e intensos com tudo o que podem lhe oferecer. A paixão uma vez escondida volta aos seus olhos, e suas muralhas novamente transbordam diante da visão de seu amado Tigre Branco. O que ela não sabe, é que seu amado Tigre gosta de competição, e decidiu que ela deveria escolher a ele, tendo outras opções disponíveis. Tudo segue conforme planejado, até que uma imagem pública faz com que Kelsey seja localizada por Lokesh, autor da Maldição do Tigre, e agora sua vida corre perigo. Porém, o desfecho de sua fuga não é bem o que esperava.

Personagens:

Kelsey: Amadureceu bastante, ao menos, o relacionamento amadureceu a ponto de se tornar suportável. Claro que ainda tem o fato de que os Tigres são Lindos, fortes, Morenos Bronze, e Ricos. Mas, se considerarmos que Kelsey não aparenta tão apreciada pelo Dinheiro deles mas sim por sua companhia, dá pra descartar a hipótese de um amor com fundo financeiro incluso. A personagem é menos irritante, e ao menos eu achei o livro mais fluído desta vez.

Kishan: Personagem que evoluiu muito, tendo maior foco neste livro. Ele de fato se mostrou melhor do que parecia, mas ainda tem um fundo de Crepúsculo nessa parte, assim como Jacob passa 80% de Lua Nova com Bella, aqui o mesmo acontece com o Kishan e Kelsey. Claro que, o conteúdo novamente é incrivelmente acrescentador, diferente de Crepúsculo que não tem nada. (E não vem me odiando). O personagem é interessante a maior parte do tempo, e em alguns é bem engraçado.

“_Kelsey?

_Sim?

_Cala a boca e Pega a porcaria do lenço.”

Acima, uma das cenas mais engraçadas do Livro entre os capítulos finais.

Dhiren: Um personagem que volta com tudo, e todo o seu poder de sedução. Neste livro, sua ausência é importante pro desenvolvimento de Kishan, e não se tem muito mais dele do que já visto no primeiro livro, exceto que ao final, ele se mostrou uma pessoa cruel. Mas acredito eu que seja necessário para o amadurecimento pessoal da Protagonista.

Durga: Uma Deusa Indiana com oito braços, aparece pouco no livro, e suas referencias podem revelar informações úteis para adivinhar o futuro do Livro.

Kadam: Ultimo personagem Relevante na história, que continua tão interessante quanto todos os outros, é ele quem dá a ideia de que o livro precisa, de inteligência e sabedoria, todas as informações sem romance, vêem dele, e isso é bom. A curiosidade da protagonista somada ao Kadam, fazem dele um dos personagens mais aguardados.

Lokesh: Personagem ainda pouco explorado, mas aparentemente um grande pé no saco. Dá pra imagina-lo como um vilão megalomaníaco, e posso prever que se a autora for esperta, ele vai se tornar muito mais do que um idiota com poder.

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Análise do Livro (Contém Spoiler).

A história deste segundo livro é intensa e muito gostosa de se ler, o aproveitamento de Kishan é incrível, e Kelsey não é tão depressiva quanto parece, ela não fica parada esperando tudo mudar, ela corre atrás da solução,  e isso, faz dela diferente novamente de uma certa protagonista aí.

Em certa parte do livro, você acha que Kishan está lutando contra Lokesh, mas a verdade é mostrada ao fim do livro, o que causa uma confusão mental muito interessante e te faz entender como a autora te deixa no escuro. Você sabe que você é a Kelsey, mas não sabe quem ela representa, e só entende isso capítulos seguintes, o que é extraordinário.

A Ambientação do Livro em Shangri-lá, na verdade me faz pensar em como se pode confiar em criaturas que nunca se viu, e  nada dar errado, muitas vezes pensei que eles seriam encurralados em meio aos personagens que apareciam no caminho.

Mas novamente o que me surpreendeu foi o fim do livro. Ah o fim, as coisas inverteram para Kelsey, e a frase “Aqui se faz Aqui se paga” ou  “O mundo gira meu bem” coube como uma luva para ela. Dhiren voltou, Durga cumpriu sua promessa, mas existe algo nas entre linhas, Durga ofereceu proteção Divina à Ren, mas em troca de uma coisa, da coisa mais importante em sua vida: Kelsey. Não sei se ela fez isso por ter entendido os sentimentos de Kishan, ou se fez isso para por a prova o Amor de Kelsey por Ren, mas o fato é que todas as suas memórias sobre a Kelsey desapareceram. Durga as Levou. Temos um Ren indiferente, que trata Kelsey exatamente como ela sempre imaginou que homens como o Ren a tratariam: Com desdém.

_ Como pode dizer isso? Você a amava! Era mais
apaixonado por ela do que já foi por qualquer coisa em toda a sua
vida!
Ren falou com calma.
_ Não consigo me imaginar sentindo isso por ela. Ela é legal
e bonitinha, mas é um pouquinho nova demais. Pena que não era por
Nilima que eu estava apaixonado.
Kishan respondeu indignado.
_ Nilima! Ela é como uma irmã para nós! Você nunca
demonstrou nenhum sentimento especial por ela!
_É mais fácil ficar na companhia dela – Ren replicou
baixinho. _Ela não me olha com aqueles olhos castanhos enormes
cheios de mágoa.

Dhiren não só teve suas memórias apagadas, tudo aquilo que ligavam os dois desapareceu, até mesmo afeto ou gratidão, está estampado ao fim do livro que ele não sente nada. Eu aprendi a gostar de Kishan no fim do livro, ele não só gosta da protagonista, como quer que ela seja feliz, mesmo que tenha que desistir dela, e esse texto acima mostra o quanto ele se preocupa com ela. De fato, ela se preparou no fim do primeiro livro para não sofrer quando Dhiren percebesse que ela não era nada. Por fim o livro termina com uma Reflexão de Kelsey, ela afirma que sua história com Dhiren não acabou, e ela tem razão. Ela prometeu salvar seu Tigre, seus tigres, e ela vai fazer isso custe o que custar.

Kelsey é, de fato uma pessoa forte, mesmo que tão frágil, o crescimento dela é, querendo ou não, muito legal de se observar.

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Nota do Livro: 9,5 – Eu não posso dar Dez, não por não ser um livro bom, mas por que faltava mais alguma coisa, o fim do livro foi seco de mais, incomodo. Mas é melhor que o primeiro livro.

Maze Runner – Correr ou Morrer.

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Antes mesmo de ler “Tiger’s Curse”, eu li Maze Runner. Maze Runner não foi a primeira obra de ficção que eu li, mas foi  o primeiro livro que eu comprei para ler, fisicamente falando. Eu já havia lido outros livros em PDF.

A história:

Ele acorda em um elevador escuro, andar por andar, subindo lentamente e com o timbre de correntes e metal batendo uns com os outros. Ele não se lembra de onde veio, não sabe de nada, tudo é escuto, um branco. Ele só se lembra de uma coisa, seu nome. Thomas.

O elevador prossegue, cada vez mais rápido até parar, e quando finalmente vê a luz do dia queimando seus olhos, ele se vê entre vários garotos, em uma clareira. Assustado, Thomas tenta fugir, mas descobre que está cercado por quatro grande muros, tão grandes quanto possível. Thomas acorda para o seu maior Pesadelo.

Clareanos, Labirinto, Verdugos e uma garota. Todos os desafios a seguir, vão transformar os novos dias de Thomas um grande desafio mental.

Personagens:

Thomas: Thomas é um garoto normal, entre seus dezesseis/dezessete anos, ele se vê preso em uma Clareira, onde os muros se fecham durante as noites, e os verdugos atacam aos que ficam para trás. Cheio de coragem, e uma pitada de teimosia e burrice, Thomas é um protagonista interessante de se presenciar.

Newt: Newt é um rapaz loiro, e segundo no comando dos clareanos, ele rapidamente se torna um bom amigo de Thomas, e se faz importante entre Thomas e os Clareanos.

Alby: Alby é o Lider da Clareira e o Clareano mais velho do grupo, ele é ríspido e não  tem muito jeito de falar com os novatos, mas ele se esforça pelo grupo.

Chuck – Chuck é um dos mais novos na clareira, não só de chegada, como também de idade. Ele aparenta estar desesperado por um amigo, mas ele é uma boa criança.

Tereza – Tereza é a única garota que subiu ao labirinto em anos, e ela conhece Thomas. O mistério ao seu redor, vai desencadear muitas coisas em Thomas e nas pessoas ao redor.

Minho – Chefe dos corredores, aqueles que exploram o Labirinto. Um dos amigos mais próximos que Thomas vai fazer.

Gally – Veterano da Clareira que, não gosta nem um pouco de Thomas. Completamente Antipático e irritante.

Os Criadores – São as pessoas que estão por trás do Labirinto, mencionados a todos os tempos, os Criadores são para Thomas, demônios que fazem testes com eles, se divertindo com suas mortes.

História Aprofundada (Sem Spoiler):

Thomas se vê jogado na clareira, perdido e Aflito, logo descobre que esta dentro  de um Labirinto e que não se deve sair por aquelas “portas” pois se elas fecharem com ele lá dentro, o mesmo morre. Os clareanos tem várias regras, e uma rotina simples: Uma vez por mês eles recebem um novato, e eles tem de encontrar uma Saída. Tudo parecia Bem, até que Tereza surge, com uma mensagem em sua mão, e uma voz aflita pedindo por Thomas. Além da desconfiança mútua dos clareanos, Thomas se vê a cada segundo envolto de mais e mais problemas ao decorrer da história.

Análise do Livro (E agora vem os Spoilers):

Maze Runner se destaca por ter pouco romance, e muita ação, muita correria, o livro em si é tão frenético que você o lê muito rápido. Não existe muitos detalhes pra se lembrar, nada extremamente complexo, o livro não precisa ser estudado, apenas, observado. É como um passeio em uma montanha russa, com a atenção certa, você o finaliza em dois dias. (O meu caso).

A Análise do livro também inclui algumas notas sobre o próprio livro, diagramação e Capa. Eu obtive a versão de Box do livro. Mas não se iludam, não é uma versão Econômica, o livro é menor, mas ele é mais grosso que a versão normal, a diagramação é boa, embora haja pouco espaço e as letras cheguem quase até o fim do recorte. Não tem orelhas, mas todos os efeitos do livro original existem na capa da edição do Box.  Ele é bom de abrir e de folhear, então independente da versão, você vai ficar satisfeito.

A história do livro é um mistério sem fim, você não consegue adivinhar quase nada do livro, e isso só prossegue conforme você segue adiante, você acerta cerca de 20% do que deveria, mas todo o resto você vai errar e se surpreender. Existem muitas reviravoltas chocantes, como a Morte de alguns personagens, e sobre o que se trata o Labirinto, mas todo o resto é  fácil e interessante de se ler. A descrição dos Verdugos é confusa, mas de fato dá para imagina-los.

Thomas e Tereza tem uma ligação, que causa um pseudo romance na história, Tereza é corajosa, e em pouco tempo com o grupo, ela já se mostra voraz e guerreira. Thomas é muito corajoso, e burro ao mesmo tempo. Ele tem medo, mas ele tem impulsos de adrenalina constantes. Ele sabe pensar sobre pressão, mas é péssimo em seguir ordens.

Acho que acabei não oferecendo muito Spoiler, mas o motivo simples disso é que, Maze Runner não tem graça se eu revelar os pontos chaves, afinal é de um mistério e ação que estamos falando.

Mas por fim, acho que o maior Spoiler que posso dar a todos vocês é que Maze Runner se trata de uma Destopia, em um mundo pós apocalíptico. E isso é algo que vocês vão descobrir só no fim do livro. Lembrando bastante Jogos Vorazes (embora eu nunca tenha lido, só visto os filmes),  o livro é empolgante, uma leitura recomendada a todos a ler.

Nota Final:

Não há muito o que dizer, o Primeiro livro é a apresentação de todos os locais e pessoas, ele exibe o ritmo que irá se seguir ao longo da trilogia, e tem um fim muito interessante que te faz coçar por dentro pra continuar, tem personagens cativantes, e pontos críticos. A nota final para mim é 10. Ao menos este livro inicial, é completamente empolgante e te faz ficar vidrado no livro sem apelar pra nada além de pura imaginação sem envolver nada de Religião e afins. Vale a pena.

A Maldição do Tigre (Tiger’s Curse) – De Colleen Houck

Primeiramente, gostaria de dizer-lhes: Bem vindos.

Este é meu primeiro material de literatura na internet, e este blog ainda não está finalizado (vou achar o tema certo, garanto-lhes.)

Antes de continuar sobre o assunto principal, que sequer foi iniciado, gostaria de dizer algumas considerações sobre este site. Primeiro, isto aqui é um site de Análises de Livros, feito por um homem. Não é uma mulher, não é uma menina, nem um adolescente, significa que, pra muitos livros, como este citado, eu não vou “endeusar” nada, e vou vestir minha capa da “Idade necessária” para, ler certos livros. Todos sabemos que livros tem um público alvo, e eu basicamente uso uma máscara deste grupo chave para então, começar a ler.

A Maldição do Tigre, de Colleen Houck.

Imagem retirada do Blog:  delivroemlivro.com.br e o link da Resenha de Mila Ferreira segue: http://www.delivroemlivro.com.br/2013/10/resenha-162-maldicao-do-tigre-vol-1-de.html

Imagem retirada do Blog: delivroemlivro.com.br e o link da Resenha de Mila Ferreira segue: http://www.delivroemlivro.com.br/2013/10/resenha-162-maldicao-do-tigre-vol-1-de.html

 

(Acima outra resenha do livro, muito interessante também).

 

A capa –

O termo “Não Julgue um Livro pela Capa” é algo equivocado em minha opinião. Aprendemos que o Marketing inicial é importante, e é a imagem que vai vender o seu produto, a propaganda, e a beleza da mesma. E a Maldição do Tigre me conquistou inicialmente, pela sua capa, eu amo tigres, eu amo azul e eu amo os efeitos da Capa. O motivo da imagem inicial, ter sido “pega emprestada” (e eu peço à Milla Ferreira que se estiver lendo este texto, que me perdoe por isto, qualquer coisa basta apenas pedir que eu removo sua imagem da resenha) é por que ela exibe toda a beleza possível do livro em uma capa. Não há o que reclamar desta, a arte, o relevo, e os efeitos. As versões americanas, contém capa dura e uma Luva, enquanto a brasileira infelizmente, é de brochura. Existe uma diferença sutil na capa da edição normal, e edição econômica deste livro, e basicamente é a impressão simples e chapada, sem nenhum dos efeitos, além de não ter as orelhas internas e um recorte mal feito.

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Diagramação, Corpo –

A diagramação do livro: Nós temos novamente, duas edições deste livro, e vou falar de ambas. A edição comum, tem cerca de 344 páginas, mais algumas extras em minha edição para uma prévia do primeiro capítulo do segundo livro. A fonte é Times, o espaçamento não é duplo, mas é bom, o tamanho da fonte provavelmente entre 11 e 12, e justificado.  Os capítulos ao terminarem, finalizam a folha em questão com um espaço, e iniciam o próximo no topo da folha seguinte. Já a versão econômica tem um tamanho menor ao do livro em questão, e contém letras em tamanho 9 ou 8 Times, e não me lembro de parecer justificado, por favor alguém diga algo nos comentários. Ao fim de um capítulo, é pulado-se duas linhas, e o próximo já se inicia na mesma página, e o espaçamento entre as palavras é bem menor, tudo fica miúdo de se ler. Como crítica a esta versão econômica, Maze Runner em sua versão de Box, não poupa espaço entre fontes, tamanho da mesma, e nem folhas quando precisa pular um capítulo: Ponto negativo para a Editora Arqueiro.

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História –

E aqui, vem a parte que aparentemente nenhuma pessoa que tenha feito vídeos ou textos na internet tenha feito direito. Uma explicação razoável da história sem me contar, o que acontecia.

O livro nos trás a protagonista Kelsey, uma garota de dezessete anos que terminou o ensino médio, e está a procura de um emprego de verão. Kelsey é uma garota jovial, que tem uma auto estima pouco baixa devido a perda de seus pais, graças a isso ela se abre pouco para “encaixar” pessoas em locais especiais do seu coração. Kelsey consegue um emprego de uma semana em um Circo, onde um de seus trabalhos é cuidar da principal atração – O Tigre Branco -. Durante uma apresentação, ela conhece o seu novo felino de cuidados, e se vê presa pelo olhar penetrante da fera, seus olhos azul cobalto vivos chamam-lhe a atenção, e seu cheiro de sândalo a deixam hipnotizada pelo tigre que, inconscientemente a faz desejar que ele seja Livre.

Análise da História –

Aqui temos um tema muito incomum, a autora nos dá um mundo atual no Oregon, e nos oferece um leque de possibilidades, Kelsey vai trabalhar em um circo, e um de seus trabalhos é cuidar do Tigre branco. O Tema foi bem explorado nessa história, e o Romance prometido (e muito bem evidenciado na capa, o que pode as vezes afastar leitores masculinos) se entrelaça bem com a Aventura iminente. Não é só mais uma história inspirada em Crepúsculo, A Maldição do Tigre superou e com maestria aquele a qual Colleen Houck disse ter se tornado o Motivo de sua obra. A história tem seus autos e baixos, e ela tem um começo raso, um meio interessante e um final admirável.

Nota do Livro – 8,5

—-Sessão Spoilers —-

Se aprendi alguma coisa esses anos, é que eu não escrevo bem. Mas eu entendo que, saber não dar Spoiler para quem ainda não leu é essencial, parte disso, é manter a história, e suas características mais íntimas e detalhadas, escondidas sobre cortinas. Atrás dessas cortinas brancas, estão todo o conteúdo do qual podemos nos orgulhar de dizer.  Ninguém gosta de escrever uma análise, sem dar seu ponto de vista, sem falar coisas que odiaram e amaram no livro. Mas, nenhum leitor gosta de ler três linhas, e já saber tudo sobre o Livro. Deixemos os leitores que, aqui ficam, para desfrutar do livro, e sigam comigo apenas aqueles que desejam verificar se minhas opiniões pessoais do livro são ou não, iguais as de vocês.

A protagonista –

Kelsey é uma protagonista interessante. Colleen Houck assumiu que o seu livro foi inspirado pela falta que Crepúsculo causou em sua vida, quando ela terminou o livro “Eclipse” da Stephanie Mayer. E eu, fiquei com medo de que a protagonista fosse uma cópia da Bella Swan. Nós podemos ler em Kelsey, que ela herdou de Bella alguns problemas, como falta de auto estima ponderando apenas ter um belo sorriso, e sua mania de morder os lábios. A forma como ela age com seu príncipe encantado é igual ou semelhante a Bella até o capítulo 20 do livro. Porém, Kelsey não é a Bella, ela é corajosa (em minha opinião, se fosse na vida real, seria estúpida), e ela não tropeça a cada vinte passos, não estamos falando de uma donzela indefesa, mas sim de uma garota de 17 anos que, está vivenciando o início do amor, e se arriscando por quem, embora ame, tem medo de se aproximar. Esse medo da protagonista só evidenciado ao fim do livro, foi o que me fez gostar dela. Vejam bem, Kelsey começa sem sal, sem vida, uma protagonista rasa e sem foco, que adora poesia, e que estupidamente enfia mão em jaulas de Tigres, como se isso fosse comum. Quando ela se apaixona pelo Ren, ela é extremamente Bella, vendo mil e um atributos a ele, e nenhum nela mesma. Ainda assim, é uma protagonista que cresce durante o livro, e senti que seu crescimento no fim dele foi muito, muito bom. Eu gostei como ela é decidida, forte e voraz! Diferente da Bella que, não consegue ficar dois dias sem um macho por perto que chora toda hora. (E Lua nova que o diga).

Aliás, um dos pontos que me chatearam na personalidade da garota foi que ou a autora não queria enrolar aqui, ou que ela estava sem idéias mas, no momento em que Kelsey recebe a proposta de ir à Índia, não só fica pouco tempo confusa, como toda sua família rapidamente dizem para ela ir, como se eles não quisessem ela por perto. Tudo corre muito favorável à viagem, mesmo Kelsey fica pouco tempo pensando sobre o assunto! Sabe, o Sr Kadam poderia ser por exemplo, um estuprador, vendedor de mocinhas para o mercado negro, etc… Então, esse lado louco e pouco lógico dela me deixou pensando: “Quantas pessoas acham que isso de fato, poderia acontecer?” e aí me lembrei que é apenas um livro, e ignorei essa parte.

Dhiren e Kishan – Os Tigres.

Os tigres são o que te faz ficar na história por ao menos 12 capítulos, e eu to falando isso de um ponto masculino, então não é associado ao lado Homem deles, mas sim ao seu lado animal, principalmente nos capítulos em que o Tigre Branco é só isso, um tigre bonzinho de mais. Você sabe que vai ter romance ali, paixão, e quer descobrir como isso vai se desenvolver. O Fato de eles se transformarem em homem, novamente me remeteu a crepúsculo, com Jacob virando lobo. (Sim eu li os livros quando eu era mais jovem, eu posso falar bem ou mal.) Isso me decepciona, como opinião pessoal, crepúsculo pra mim, seria um livro melhor sem o “sobrenatural” fracassado que foi, embora muita gente solta sangue pela boca se ofender a história destes livros. De qualquer forma, eu queria que a protagonista se apaixonasse pelo lado misterioso do tigre, que ela conseguisse se comunicar com ele de alguma forma que, não fosse ele virando nitidamente um humano. Mas, com o tempo me acostumei com o fato e prossegui. O fato de terem um tempo tão limitado, foi interessante ao menos. Kishan é uma cópia do Jacob, provocador, forte, e todo aquele drama de mulher que deseja o homem perfeito, Dhiren é uma cópia do Edward, só que mais direto, infantil as vezes, carente em parte e muito, muito irritante quando quer. Então, em questão de personalidade, Dhiren é mais interessante (até por que vemos mais dele do que de Kishan nessa história). Por fim, a adição dos tigres foi interessante de sua forma, e pra mim satisfatória.

O Conceito do livro –

O livro fala da maldição de dois tigres. Ele apresenta isso logo no seu nome, e seu inicio deixa isso claro. Quando no corpo de Kelsey, você pensa que vai vivenciar um livro ruim, que aquilo vai ser mais do mesmo, e romance de mais, pra mim como homem, estraga muito. Não procuro pelo impossível, mas eu também aceito que o amor existe de ambos os lados. Kelsey vai para a Índia, e eu tenho que dizer, o livro se mostrou incrível a partir daí. O livro não te trás só um romance bobo e imbecil, ele te trás conteúdo e cultura, ele te trás informações reais de uma cultura da qual você sequer teria se importado em conhecer se não tivesse lido o livro. Ao conhecer os detalhes da Maldição, a protagonista não amarela, e mesmo cheia dos medos, raramente ela reclama de ter se metido em encrenca, evidentemente ela demonstra amor pelos tigres sem perceber. Em seu subconsciente, ela acredita que o amor que sente por Dhiren é um amor de amigo, mas ela percebe que isso pode se quebrar com facilidade quando o lado homem do tigre, se interessa por ela. E, embora ela se considere sem sal, ela demonstra muito durante o decorrer do livro, e não dá pra imagina-la feia, apenas… Normal. Suas feições nunca são extremamente detalhadas no livro. Então, o que temos? Romance, Aventura, Lendas, Mitos, uma cultura inteira pra explorar. Sim, é um livro que mesmo pouco, te acrescenta algo além de ilusões de amor eterno garotas. (Eba!).

Conclusões –

Colleen Houck fez um trabalho incrível no que diz respeito a ambientação e plano de fundo, ela em nenhum momento pegou uma lenda antiga, e destruiu com ela, ela bolou a história bem, embora eu acredito que uma linguagem mais madura seria mais interessante para o livro dela, muitas vezes o livro se perde, e pula conceitos importantes que poderiam ser explorados, como os capítulos de partida para Kishkindha, que poderiam cada um de seus desafios, ter um capítulo único. Quem acha que uma dramatização interessante na caverna das ilusões não seria digno? Quem não acredita que uma batalha cheia de descrições e coragens de Ren contra as árvores de espinhos não seria incrível? As visões são limitadas por causa da protagonista, mas mesmo a visão dela, poderia ser mais apurada, mais detalhada nesses momentos. Os momentos tensos são legais, e as brigas em meio a corridas são hilárias. O drama aparece mas não te faz sentir-se enjoado, e o jeito que o livro termina, me fez admirar a protagonista que, demonstrou maturidade, e conhecimento de si mesma. Afinal, se o homem perfeito realmente ama vocês garotas, ele não vai desistir de vocês depois do primeiro fora. E que fora continental Ren levou ao fim do livro, e no fundo, senti pena dele. Por fim a história terminou memorável. Eu gostei, e você? Não vou citar tudo aqui, mas devo admitir que as partes que mais me deixaram feliz de ler o livro, foi seu final. Um livro que começa raso e sem conteúdo, mas que mostra com o tempo, seu potencial. Isso foi minha opinião. Baseado em quê? Maze Runner, por exemplo, que pra mim foi a trilogia perfeita até o momento, ou O chamado do Cuco, que, por causa deste, me fez não gostar muito da Colleen no começo do livro, já que, não dá pra comparar né?

Por fim, e agora sim o resumo do que achei do livro: Colleen mostrou-se eficaz, embora começou muito lentamente e sem graça, fez com que as coisas desabrochassem de forma incrível, deu pouca atenção a alguns pontos, resumiu muito outros, e perdeu pontos chaves com muita facilidade, mas fez um ótimo trabalho. Este livro foi feito inspirado em Crepúsculo, mas nunca chegou a ser uma cópia dele, e prova que mesmo uma árvore feia, pode futuramente nos dar um belo fruto suculento, embora sua maioria seja podre (cinquenta tons de cinza que o diga). Kelsey a protagonista sem sal igual a Bella, logo se mostra louca e corajosa (sim, louca) e os Tigres, logo se mostram diferentes do Edward, embora Kishan lembre extremamente o Jacob de Crepúsculo. O livro se tornou um dos meus prediletos, mesmo em meus 22 anos de idade, onde pra mim Crepúsculo ficou no passado, e nunca me acrescentou nada, hoje ao menos, eu sei que Durga é uma Deusa de oito braços que tinha um Tigre de estimação e fez honoráveis atos pela índia. Um livro que te acrescenta vagamente na sua cultura, que não destrói princípios e crenças como Crepúsculo fez, e com uma protagonista que tenha atitude e personalidade, diferente de 50 tons de cinza. Sim, pra mim, ele é o fruto dourado que nasceu da árvore podre que foi crepúsculo, o único, porém que me satisfez. (Garotas, eu li todos os Crepúsculos, na época gostei, mas chega uma época que você olha para trás e diz “é isso mesmo que eu gostei?”, e 50 tons… Vamos combinar né? Nem pela putaria aquele livro conseguiu me conquistar, quanto mais pelos personagens fracos, rasos e sem motivo algum a história toda). Bom, fico feliz em dizer que, embora não esteja perfeita, espero futuramente fazer resenhas mais interessantes à vocês. Segue a baixo a nota novamente, e o motivo dela.

Nota final:

8,5 – Motivo: Se a autora tivesse escrito com um olhar mais adulto pois a história merecia isso, e principalmente se ela tivesse dado mais detalhes em Kishkindha, o livro teria seu Dez. Vamos concordar, o livro teve 20 capítulos de pura enrolação, e dois de foco principal. Foi tudo rápido de mais, para tudo que havia sido lento de mais.

Emfim, espero que tenham gostado de minha análise. Eu pretendo corrigir o texto, por hora, vou deixa-lo sem muitas modificações e correções, peço-lhes perdão, para quem chegou aqui procurando sobre o livro, espero que tenham gostado.

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